

RENATO PAXÁ, a continuidade do pai PAXÁ
RENATO DORNELLOS SILVA, conhecido artisticamente como Renato Paxá, nasceu em 12 de outubro de 1969, no município de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Foi criado e educado em Cataguases/MG, na região de Itamarati, onde viveu na Fazenda Pedra Limpa.
Aos 8 anos de idade, mudou-se para Cataguases, em uma pequena localidade chamada Itamarati. Na Fazenda Pedra Limpa, sua mãe conseguia visitá-lo apenas uma vez por ano, e ele sentia profundamente a sua falta. Apesar disso, o lugar era encantador: havia engenho de cana-de-açúcar, gado e muitas plantações. Foi ali que, naturalmente, passou a gostar de chapéu, cavalos e da vida no campo.
Cresceu com os pés descalços, levando um embornal com caderno, lápis e borracha para a escola, onde tinha como professora Dona Anunciatta. À noite, o céu era intensamente estrelado. Em seu quarto, a iluminação vinha de uma lamparina; seu colchão era de palha de milho e a colcha, de retalhos.
Perto do fogão a lenha, seu avô de consideração mantinha um rádio antigo, e foi ouvindo músicas de artistas como Arlindo Betto, Teixeirinha e Trio Parada Dura que Renato começou a desenvolver seu gosto musical.
Com o tempo, seu avô levou energia elétrica à fazenda, e logo chegou a primeira televisão, uma preta e branca, com caixa de madeira. Seus programas favoritos eram Globo Rural e Som Brasil.
Certa manhã de domingo, enquanto tirava leite de cerca de 30 vacas, seu avô o chamou apressado: “Menino, corre! Seu pai está na TV cantando!”. Ao ver aquela cena, Renato pensou consigo mesmo, em silêncio: “Agora eu sei o que eu quero ser.”
A partir daquele dia, passou a cantar com frequência, tendo como base sonora o ritmo do engenho moendo cana. No início, era bastante desafinado, mas persistiu.
Entre os 16 e 17 anos, decidiu mudar o rumo da sua vida. Juntou dinheiro, colocou suas roupas em uma sacola plástica bem lacrada e atravessou o rio nadando. Depois, pegou um ônibus para Cataguases e seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo com sua mãe. Em seguida, mudou-se para São Paulo para viver com o pai.
Ao chegar, seu pai lhe perguntou o que queria ser. Renato respondeu sem hesitar: “Quero ser artista, como o senhor.” Então ouviu: “Seu sotaque mineiro está muito carregado. Vou te levar ao Café dos Artistas, e lá você vai prestar atenção nas conversas para aprender a falar melhor.”
De tanto observar e ouvir, começou naturalmente a melhorar sua fala e seu canto. Frequentando ambientes musicais e assistindo de perto artistas se apresentando, especialmente no programa Som Brasil, passou a aprender violão e a se desenvolver artisticamente, como se aquilo já fizesse parte de sua essência.
Seu pai, Paxá, da dupla Paixão & Paxá, tornou-se sua grande referência.
Mesmo com a vida seguindo entre cidades e palcos, Renato sempre carregou consigo a saudade do céu estrelado, do fogão a lenha e da simplicidade do campo, sentimentos que o fizeram viver, até hoje, dividido entre dois mundos.
Viúvo e, por opção, vivendo sozinho, é pai de dois filhos: JADYS e JOÃO VICTOR. Homem de fé, é profundamente ligado a DEUS, a quem se refere como sua “rocha eterna”, e aprecia especialmente a música gospel no estilo sertanejo.
Sua trajetória artística teve início na dupla gospel “ROBSON & RENATO”. No entanto, sua caminhada foi marcada por uma grande perda: seu parceiro e irmão, Robson, faleceu em um acidente de carro em Angra dos Reis/RJ.
Além da música, RENATO também se destaca como artesão. Desde a infância, já demonstrava habilidade com a madeira, cortando lenha com machado e desenvolvendo, com o tempo, um olhar criativo que transformou essa prática em arte, produzindo peças únicas.
Sempre alimentando o sonho de se tornar um grande artista, teve sua trajetória impulsionada por um encontro significativo. Em um contato telefônico, acredita que DEUS colocou em seu caminho o cineasta, jornalista, historiador e produtor de Os Trapalhões, CARLOS DIAS. Admirador da dupla PAIXÃO & PAXÁ, CARLOS DIAS passou a buscar Renato para a realização de uma homenagem especial a ser exibida em três emissoras de televisão.
O projeto contará com a participação da apresentadora, atriz e Rainha Country VIRGINIA A LULLY DE BETO CARRERO, que apresentará a história de RENATO PAXÁ.
BATE VOLTA:
HOBBY: Artesão de obras extraordinárias em madeiras.
Cantor preferido: Alan Jackson, country americano.
Livro: Dança com lobos
Brega: Inezita Barroso (A Rainha do Folclore)
Chique: Tia Itama
Netos: Juliana, Julio e Nikolas
Uma frase: A sabedoria divina de DEUS, nos faz homens de fé.
Referência musical: Meu pai e ídolo Paxá da querida dupla Paixão & Paxá, sucesso nas décadas 70, 80 e 90.
Biografia redigida por Carlos Dias, produtor de Os Trapalhões, cineasta, ator-humorista,
historiador, escritor, jornalista e compadre de Beto Carrero.